Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Inicio-me, desde já, com um Pedindo Desculpas aos pouquíssimos leitores, que até nem devem ter sentido falta nenhuma das alarvidades deste “BLOG” (entre aspas porque já nem sei se o é), por esta pausa de posts.

Hoje relanço-me empurrado por uma análise óbvia a uma notícia que ouvi na 4feira passada no Primeiro Jornal da SIC: “aumento record das poupanças dos Portugueses para Banca” (nem me recordo se por estas palavra, mas mais uma vez as aspas até que ficam bem!!!)

Depois de ter ouvido tal coisa, rapidamente, e sem grande elasticidade mental, me pus à procura do motivo primeiro que possa justificar o aumento dos milhares de euros depositados na banca e que, assim, constituem poupança. Bem, RESPOSTA: Crise económica Internacional (?)(!). Ora exactamente depois desta, tão óbvia, conclusão me veio um sorriso, igualmente óbvio. É que, curioso ou não, esta foi uma crise de génese bancária. E aí está….CONSEQUÊNCIA: aumento do financiamento da banca a taxas de juro consideravelmente reduzidas junto dos particulares enchendo o balão de ar dos bancos nacionais, um pouco à imagem do que deverá acontecer para lá da raia nacional. Estamos, portanto, a entregar o dinheiro a quem nos obrigou a ter de pensar em poupar (ainda mais)!!!

Se até aqui, haveria certa ironia intelectual, rapidamente, também, me envolvi num sentido de preocupação profunda. Vejam que esta crise internacional implicou a intervenção fulcral dos Estados no investimento, estimulando directamente as economias. Esta necessidade que, quanto a mim, levou muito bem os Estados a assumir o papel de “consumidor-forte”, teve como justificação o fraco consumo dos particulares que, num ciclo vicioso, afectaram a procura e o emprego, por extensão. Assim, numa altura em que este país precisa mais do que nunca de consumir, procurar comprar JÁ, este indicador de aumento das poupanças não é nada favorável, apesar de nós o pensarmos por instinto! Os bancos estavam, com poucos níveis de poupança, a negociar taxas de juro (a pagar) reduzidíssimas! Pensem como será agora então com uma maior oferta de financiamento…não julguemos alavancá-las deste modo. Por outro lado, com taxas de juro baixas para pedir emprestado, era muito importante aproveitarmos a folga da baixa remuneração do capital (juro) para investir em equipamentos e tudo mais que crie procura e mais postos de trabalho que a satisfaçam.

POUPANÇAS AUMENTAM UNS MILHARES DE EUROS…. Curioso “oferecermo-las” à Banca, em jeito de financiamento barato (promovido pela crise que criaram)! Preocupante para o combate à crise…preocupante à criação de riqueza, impossível sem procura!

 

publicado por Fábio Duarte às 21:46

De Gonçalo Marques a 27 de Setembro de 2009 às 02:41
Sem dúvida boa temática escolhida.
Quando pensávamos que tínhamos uma solidez financeira nos bancos e que a nossa segurança bancária não estaria em jogo o BPN e o BPP revelaram-se. Para não falar noutros casos internacionais.
Os lucros galopantes dos bancos fazem com que os bancos se tornem competitivos e sirvam para financiar projectos das empresas nacionais.
Daí a minha frase " As coisas valem pela confiança que nós lhes depositamos". Se não confiarmos no banco como depositamos o dinheiro no Banco? Parece controverso em altura de crise aumentarem as poupanças mas parece me bom sinal. O investimento num pós-crise poderá ser a melhor saída para a nossa geração de líderes de futuro. Empreender para liderar!

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