Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Momentos onde me acercas por instantes efémeros que desprezam a História cronologicamente feliz... Momentos que me sabem a pouco. Indescritível presença que me causa tormentos arrepiantes e cousas mais que na adição de adrenalina se reflectem com obvia nitidez. Estranho feeling que me acompanha em tais ressurgimentos abruptos e em sentimentalismos redutíveis em minha inércia e parva contemplação. Incapaz de pegar em um segundo teu, escorregam-se-me pelos dedos e pouco proveito, por isso, lhes faço. Sinto-me, contudo, capaz de publicitar aquela bebida energética que moda com seu Touro. É, sinto poder voar mas tu sempre me escapas por qualquer repressão auto-infligida. Com o tempo regurgito impaciências. Sei lá quantas!!! “8” Talvez que, em rotação de noventa graus, nos torna um oito em infinitus com semelhante facilidade com que de pálido me coras a vermelho. Hoje soube-me a pouco.

 

Demasiado confuso onde nem sei de que escrevo, e nem tão pouco esforço faço para me abeirar do que sinto. Razões várias, incipientes em sustentação, que me impedem olvidar tudo que seja estranho ao futuro, real, terreno e previsto…Proclamado destino que me emagreceis o tempo e pouco saborear me permites.

 

Mas que bom é escrever-te com a consciência de que o caminho se faz de passagens eternamente fortificadas. Hoje Soube-me a pouco mas conheci felicidade simétrica.  

 

publicado por Fábio Duarte às 20:21

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

 

Miúdos dias de vazios gigantes preenchem cada referência que te faço, todas as memórias afectivas e não esporádico pensamento imaginativo. Mais ou menos saudosista todos recordamos qualquer prendimento, não de forma aleatória como parece o termo. - É, o Humano tem destas coisas…

 

Eu recordo pessoas. Não muitas, talvez. Predominantemente as que falta me fazem no sorrir, na fala ou na contemplação da beleza humana raramente equilibrável. Tu, que longe te fizeste perto, incomunicável em terras de encontros-espíritos inundas, sem quantas vezes, meu saudosismo abreviado por mistos sentimentos. A ti te recordo e saudades te sinto. Recordo a tua predisposição num "Olá" quão transparente quanto teu Olhar pelo qual sinto conhecida admiração. Saudades…imedíveis saudades. - É, Eu tenho destas coisas…

 

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publicado por Fábio Duarte às 13:14

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Muito se tem discutido o casamento nestas ultimas duas semanas, para alguns como mera manobra de diversão. Depois de ter postado a minha opinião neste sítio fora eu já, como muitos, bombardeado com novas argumentações às quais, muito modestamente, pouca legitimidade lhes reconheço. Desde a inconstitucionalidade do Código Civil por discriminação até à consideração do casamento como fim reprodutivo muitos outros argumentos já mediaram os extremos da polémica social em torno da Homossexualidade. Ouvi, no conhecidíssimo Prós e Contras uma jurista insinuar, no meio de duas claques dignas de um grande derbi, que a inconstitucionalidade por si considerada era inclusivamente motivo para uma mudança da lei civil do casamento simplesmente em Assembleia da Republica. Ora bem, esta senhora não deve saber sequer como funciona o mundo político e as fragilidades do poder de decisão central em temáticas tão delicadas. Como já vos disse, ouvi também argumentos como a garantia de continuidade de gerações como principal motivo para um NÃO ao casamento homossexual. Com efeito este (ridículo) argumento criaria mesmo um colapso ao nível dos Matrimónios, entendam-se religiosos, de conhecida infertilidade geracional.

 

No meio da chuva de raciocínios sociais, jurídicos e até mesmo religiosos, parece-me que a essência desta discussão radica exclusivamente na conceituação de Casamento. Linkando uma expressão que define casamento passo a justificar-me: Visto como uma instituição ou, mais modernamente, como um contrato, o casamento civil é o compromisso que o homem e mulher, maiores de 16 anos, consciente e livremente, pública e solenemente, assumem perante a sociedade.( http://www.paroquias.org/artigo.php?a=13)

 

Ora bem. Há uma coisa que nós devemos ter presente. O casamento, é anterior à regulamentação legal do Homem. A sua caracterização é anterior ao código civil. Assim, enfatizando a diferença de sexos como pressuposto do Casamento em sentido lato, não poderemos ter a pretensão de deturpar completamente o sentido das coisas. Eu não vos falo sequer, em homossexualidade como facto contranatura. Neste caso é tão-somente o conceito e a caracterização do casamento que deve ser discutido. Um veículo de 2 rodas poderá ser um Carro? Sejamos francos…

 

Contra esta minha posição incham o peito várias pessoas que evocam a evolução natural da sociedade. Eu percebo e promovo essa evolução impreterível. Mas ainda assim, uma mota continua a ser uma mota e um carro um carro!!! Ou não???

 

Ainda assim tenho de ser sensível às reacções emotivas por parte de uma classe que diz sentir-se marginalizada. Não obstante não entendo como se poderá reduzir a discriminação conhecida sobre os Homossexuais apenas à questão do casamento, mas admito que possa ser causador de mau estar. Sendo assim, apenas na impossibilidade de se criar uma nova instituição que consagre os direitos dos homossexuais à semelhança dos Heterossexuais, admito subverter o Casamento em prol desta minoria.

 

publicado por Fábio Duarte às 19:46

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Esta é a moderna escravidão.

Aquela que nos amarra

Às inúmeras inconsciências

De quem inevitavelmente esbarra

Em inatingíveis sonhos e demais impaciências.

 

Imortais, nós prisioneiros

Que vivemos de tantos sonhos,

Como eternos cavaleiros

Quiçá demasiado tristonhos.

 

Moldamos objectivos próprios

Torneando imposições “genéticas”.

Procura-mos nós um reflexo espelhado,

Que roce a perfeição em vidas frenéticas.

 

Nova sombra neste mundo quase apagado,

Que nos alegre por momentos impares

Adiando aquele dia anunciado

Lapidamos dias de aprimorados ares.

 

Talhando minuciosamente o coração,

De quão forma incontornável

Resume-se tal vida em Escravidão,

E seu término como inevitável.

 

  

 

 

publicado por Fábio Duarte às 20:37

Segunda-feira, 09 de Fevereiro de 2009

Abeirou-se O Dia…bem cedo, por sinal!

 

Aquilo a que chamaram, um dia, de coração não mais bombeia.

Não oiço minha voz, ninguém mais ouve.

Ceguei com intensa luz que deveria ser de esperança…

Mas que estranha essa esperança. Como poderei eu tê-la a sete palmos de terra, se bem medidos, onde, sei, jamais alguém virá buscar-me tal qual como me abandonaram?

Resta-me fazer uso da mais proclamada virtude do Homem, em vida, para sair deste caixote tão desconfortável: esperar. Talvez tenha uma eternidade, ou várias, para o fazer. Esperarei, se houver todo esse tempo, que alguém queira tomar meu lugar, neste jardim que resiste às estações do ano, de tantos floreados plastificados e de abundante estrume que suporta os ramos que o não são. Talvez seja tarde, endoidecerei de certo. Propusera eu ser lenha que os aquecesse, porque estrume nada lhes traz, e ninguém me ouvira! Que jeito me trazia a leveza do corpo e as características de segregação física capaz de me tornar omnipresente. Mas hoje, como antes, ninguém parece ouvir-me.

 

Porque me enterram aqueles que por mim choram e me amam, verdadeiramente? Porque querem inferiorizar-me e punir-me em perpétua prisão? Só Tu parece quereres dar-me a mão, a direita que, por sua companhia, se tornou tão forte quão mencionada pelos Igrejos. Abdicando de profanações, declaro desistência e a Ti me entrego, como outrora, dizem, Teu filho fez. Entrego-me agora a Ti que me julgarás sem que, contudo, mal algum Te tenha infligido. Não Te temo, ninguém Te teme realmente, porque à margem da alma nada mais tenho a perder! Minha família, meus amigos…perdi todos! E para que quererei eu minha alma sem corpo que a manifeste?

Enfim, a Ti me dou.… e parto!

 

 

publicado por Fábio Duarte às 11:37

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