Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

 

 
 Há já alguns anos que me questiono verdadeiramente sobre o que é o Natal, ou pelo menos sobre se este Natal é o que realmente se adequa à lógica primeira que está na origem da sua celebração. Catolicismos à parte, julgo não estar muito errado quando penso, em voz alta, que esta quadra deve ser de celebração em comunhão com a família e com os amigos. Não mais errado estarei ao querer acreditar que essa comunhão deve ser eminentemente sentimental e afectiva que não pode, ou não deve, ser escondida com a nuvem capitalista por tradição que resulta da “necessidade impositiva” de presentear os outros como sinónimo do amor que temos pelo outro. O Natal começa a ser, na minha perspectiva, acreditando que não o é já em absoluto, mais um negócio dos homens semelhante ao “santo-governo” da Cova da Iria. Quero querer que pelo menos em períodos de crise também este lado de capitalismo cego deixe de o ser e que de uma vez por todas nos sentemos à mesa sem pensar na meia-noite. Lembrem-se que aqueles que de facto necessitam de atenção e de presentes vivem 365 dias/ano à espera dessa hora e ainda assim muito pouco do nosso tempo e atenção lhes guardamos.

 

publicado por Fábio Duarte às 22:30

De Liliana a 18 de Dezembro de 2008 às 22:44
De certo modo concordo contigo! Acho que cada vez o Natal é visto como um época em que se presenteiam as pessoas que nos são mais proximas!Por vezes, acabamos por valorizar demais o materialismo, esquecendo-nos do significado real do Natal!

Beijio*


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