Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

 

Estado reforça Banca e reforça-se
 
 
 Se a crise da banca já não é assunto novo para qualquer um de nós este é, contudo, um tema que ainda muito nos tem a dar em matéria económica e principalmente política.
 
Apesar do Ministro da economia português não se ter mostrado particularmente preocupado aquando do Subprime nos EUA o que é facto é que hoje são os Estados Europeus a garantir a solidez da banca. Para além dos milhões de euros a garantir a liquidez dos bancos portugueses também a intervenção do Estado como intermediário na redução das taxas de juros interbancárias é hoje aplaudida de pé pelos quatro grandes da Banca Portuguesa. Não obstante da inegável dificuldade que atravessamos pela espécie de “efeito-borboleta” que sofremos da crise norte-americana hoje é, como dizia Fernando Ulrich (Presidente do BPI), tempo de grandes políticas. Obama, apontado já como um futuro Roosevelt na resolução de outra grande depressão económica, espelha bem a ideia deste banqueiro português.
 
No entanto parece-me que a discussão politica vai muito além do impacto das decisões económicas. De forma indirecta e subtil os Estados em geral acabam por reforçar as suas posições nas economias mundiais pelo suportar de tão grande crise.
 
Olhando para cá da nossa raia parece-me cada vez mais evidente o entusiasmo do nosso Primeiro-Ministro quando se debruça sobre esta matéria. É que, reconhecendo mérito do executivo que encabeça, talvez já tenha percebido que mais que reforçar a banca está a reforçar a sua governação e em particular o Estado em Portugal. Digo isto porque nunca vi tantos liberais aplaudir tão importante intervenção do Estado nas economias e desconfiar tanto da mão invisível que segundo muitos optimizava o funcionamento económico. O que vos digo é que da crise começa a nascer um PS cada vez mais parecido consigo próprio, mais à esquerda, ou pelo menos numa posição bem mais centrista que a que até agora tem mostrado.
 
Na minha opinião falta já muito pouco para que consigamos medir o impacto político desta crise. Talvez em época de legislativas o PS, contra o esperado até agora, venha mesmo a conseguir maioria absoluta contra uma oposição que conhece, á cabeça, o que é a recessão.
 
 
Fábio Dias Duarte em, 
 
6ªEdição Infogest (UBI), Covilhã, 19 de Outubro
                                                
sinto-me: enérgico
publicado por Fábio Duarte às 14:43

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