Domingo, 04 de Janeiro de 2009

 

Adulterinas as realidades que nos contam. Qual Pai que és Natal, qual Coelho que “desovas” chocolates, qual amizades perpétuas. És falsa, vida que pregas verdades imaculadas por crenças e caracterizações lerdas. Desacredito quase tudo, até o que todos chamam de amizade ou pelo menos aquilo que o dizem ser. Alguém sabe o que isso é? Há quem me seja capaz de expor uma sequer que seja como todos teorizam? Há lá sentimento passível de teorizações, adjectivações e classificações realistas?!!! Tontos, todos nós. Falso… todos os relatos são falsos. A verdade tem apenas única fonte e essa é intangível. Não é sequer a gramática dos povos capaz de a definir.

 

Amizades, como as caracterizam, poucas há e são-nas apenas enquanto perdurar o mesmo relacionamento em que basearam a sua concepção. Os Dicionários e os pregadores esquecem-se dos tempos, dos contextos, dos estados de espírito e da disponibilidade que obrigam cortes radicais com rituais que sustentam essa relação. A perda da presença física não é disso bom exemplo? Quantas amizades perduram com vaga presença física? Apenas as que desse forma começaram. E estas serão, conceptualmente, verdadeiras amizades? Talvez verdadeiras… talvez não conceptualmente. Que amizades conheceis e acreditais perpétuas? Algumas, de certo. Quantas delas são estanques como a caracterização estúpida que nós, Homens, procuramos relatar, como que se houvesse necessidade em classificar os sentimentos? Nenhuma, de certo.

 

publicado por Fábio Duarte às 15:17

De Liliana a 4 de Janeiro de 2009 às 17:27
Amizade?

Muitas amizades não são amizades. Por exemplo: começamos a conhecer um desconhecido, confundindo por vezes com verdadeiros amigos ou até mesmo como amigos só porque souberam ter as palavras certas para nós! Também pode começar por colegas de escola, trabalho e passamos tanto tempo com eles(as) que pensamos que são mesmo amigos para sempre e afins..! Mas quando acaba (escola ou universidade) são poucas as pessoas que continuam a ser o que eram! O tempo torna-se reduzido e esquecem-se de quem teve sempre ali, já nem sequer é amigo, passa a ex-colega, ex-companheiro de escola! E acabo por concordar no que escreveste, e acrescento, que as amizades só perduram ou duram desde que (mutuamente) os amigos tejam disponiveis um para o outro, mas mesmo assim continuo a defender que são poucas as pessoas que chegam a ter verdadeiros amigos durante a sua vivência! Alguma pessoas perderam demasiado tempo a pensar no que iriam pensar, reagir ou até mesmo falar e quando se dão conta já é tarde demais! A amizade continua somente quando as pessoas têm presença fisica e psiquica! São aqueles que estão disponiveis em qualquer situação e nos criticam, nos ofendem, nos magoam, nos abrançam, nos dão carinho e mesmo assim continuam ali (aturam o que muitos não aturam) e são aqueles que nos defendem e não falam mal de nós! Ninguém é perfeito ao ponto de nunca ter perdido um amigo e ninguem é tão irresponsável que nunca tenha conhecido alguém! Há momentos e momentos, há pessoas e pessoas, e por isso digo que cada pessoa tem uma maneira diferente de dizer ao outro que gosta dele(a) e define amizade como quer vê-la!Amizade?? Há amizades que gostava que nunca acabassem!

Beijo


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